quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Armas de fogo

Uma arma de fogo é um artefato que lança um ou mais projéteis em alta velocidade através de uma explosão. Este processo de queima subsônica é tecnicamente conhecido como deflagração, em oposição a combustão supersônica conhecida como detonação. Em armas de fogo mais antigas, o propulsor era tipicamente a pólvora negra ou a cordite, mas armas de fogo modernas usam a pólvora sem fumaça ou outros propelentes. A maioria das armas de fogo mais modernas (com a notável exceção das armas de alma lisa) tem canos raiados (ranhuras internas espiraladas) para dar giro ao projétil visando dar melhor estabilidade ao vôo do mesmo. É imprescindível para o funcionamento letal da arma de fogo também a munição.
Começando por volta de 700 dC, cientistas e os inventores na China antiga desenvolveram diferentes graduações de pólvora e inovaram diferentes tipos de armas de fogo incluindo lanças de fogo de alma lisa de um único tiro, armas de canos múltiplos, foguetes de artilharia de lançamento múltiplo e o primeiro canhão no mundo feito de bronze modelado.
A mais antiga representação de uma arma de fogo é uma escultura de uma caverna em Sichuan, na China. A escultura data do século XII e é de uma figura carregando um vaso em forma de uma bombarda com chamas e um bala de canhão saindo dela. A arma mais antiga, feita de bronze, foi datada de 1288, porque foi descoberta em um sítio do atual distrito de Acheng, Heilongjiang, China, onde os Yuan Shi registraram que batalhas foram travadas naquela época.
Os europeus, árabes e coreanos, todos obtiveram armas de fogo no século XIV. Os turcos, iranianos e os indianos, todos tinham armas de fogo o mais tardar no século XV, em cada caso, direta ou indiretamente dos europeus. Os japoneses não as adquiriram até o ano de 1500, quando as adquiriram dos portugueses.
No período da renascença foram introduzidas as primeiras armas de fogo para combatentes individuais. Surgem armas como o arcabuz, o bacamarte e o canhão de mão. No período pré-Napoleônico e na época das guerras Napoleónicas surgem o mosquete e a espingarda de pederneira.
O desenvolvimento concernente as armas de fogo foi acelerado durante os anos 1800 e 1900. O carregamento pela culatra tornou-se mais ou menos um padrão universal para o recarregamento da maioria das armas de fogo de mão e continua a sê-lo com algumas notáveis ​​exceções (como os morteiros). Em vez de recarregar os cartuchos individuais nas armas, cartuchos com várias munições foram adotados - esses proporcionavam um rápido recarregamento. Mecanismos de disparo automáticos e semi-automáticos significavam que um único soldado podia disparar muitas balas por minuto do que podia uma arma de fogo antiga no decorrer de uma batalha.
Na Guerra Mexicano-Americana (1846-1848), ambos os exércitos, americano e mexicano usavam mosquetes de alma lisa. Na Guerra da Secessão (1861-1865), foram usados concomitantemente o mosquete, de carregamento pela boca, o rifle e a carabina, de carregamento pela culatra. O Exército da União dispunha de mais rifles e carabinas, ao passo que o Exército Confederado dispunha de mais mosquetes durante o conflito, o que dava uma vantagem ao primeiro nas batalhas campais. No mesmo período, na Guerra do Paraguai (1864-1870), uma espingarda muito usada pelo Exército Brasileiro foi o Rifle Minié mas muitas tropas ainda usavam a espingarda de pederneira.
Na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), todos os países incorporaram o mecanismo de ação de ferrolho aos seus rifles. O rifle modelo 98 alemão é um exemplo deste tipo de arma. Os canhões dispunham de munição especializada, com cápsulas de alta explosão, tipo shrapnel, de gás e incendiárias. Mas a grande vedete deste conflito foi a metralhadora. As pistolas, como a Luger, se destacaram no conflito, principalmente na guerra de trincheiras.
Na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), houve um grande desenvolvimento das armas de fogo. A submetralhadora, que já estava presente nos arsenais do mundo desde a década de 1930, tornou-se um equipamento muito utilizado. Entre os modelos mais populares citam-se as MP40 Schmeisser, Sten, Thompson, a finlandesa Suomi KP/-31 e a russa PPSh-41.
Ao partir do fim da segunda guerra, o fuzil de assalto transformou radicalmente o poder de fogo dos soldados de infantaria, Polímeros e ligas na construção de armas de fogo tornaram, progressivamente, os armamentos mais leves e portanto mais fáceis de ser transportados. A munição mudou ao longo dos séculos a partir de projéteis em forma de uma simples bola de metal que se sacudia dentro do cano da arma a cartuchos fabricados com altos padrões de tolerância. Especialmente no século passado, uma atenção especial foi dedicada a precisão e a mira para fazer das armas de fogo no geral mais precisas do que nunca. A precisão dos canhões foi melhorada significantemente com o advento da revolução digital e eletrônica. Mais do que qualquer fator, porém, as armas de fogo têm proliferado devido ao advento da produção em massa - permitindo que os fabricantes de armas possam produzir grandes quantidades de armamento com um padrão consistente.
Dito isto, o princípio básico por trás a operação das armas de fogo permanece inalterado até hoje. A espingarda de vários séculos atrás, ainda é semelhante em princípio a um rifle de assalto moderno - usando a expansão dos gases para propelir projéteis a longas distâncias - embora de forma menos precisa e rápida.

Partes de uma arma de fogo:
Cano ou tubo
Câmara de expansão dos gases
Culatra
Sistema de disparo ou percussão
Sistema de segurança (nem todas o possuem)
Sistema de mira (nem todas o possuem)
Cabo ou dispositivo de ancoragem (nem todas o possuem)
Municiador ou carregador(nem todas o possuem)

Tipos de projéteis
Os primeiros projéteis utilizados eram bolas inertes de ferro fundido ou de pedra. Então, para as armas de menor calibre eram utilizados no tiro (pequenos pedaços de ferro ou chumbo). São atualmente utilizados projéteis encapsulados em uma jaqueta contendo tanto a parte útil (o projétil), quanto a propulsão (explosão mistura) e um gatilho iniciá-lo. Uma arma é compartimentada para munições definidas estritamente quanto a forma e as dimensões (calibre, tamanho e morfologia, mas também o seu soquete) e o tipo de fogo. Uma munição pode estar disponível em versões diferentes, incluindo cargas e projéteis diferentes.
O conteúdo da parte útil pode variar muito dependendo do tipo de uso da arma:
Projétil: A ponta pode ser do tipo ogival, canto-vivo, semi canto-vivo, ogival de ponta plana, cone truncado, semi-ogival e de ponta oca.
Bola redonda.
Projétil jaquetado, encamisada.
Carga explosiva.
Carga moldada.
Carga química.
Carga biológica.

Minhas Preferidas

Desert Eagle

A Desert Eagle é uma pistola semi-automática, de ação simples, operada por gás, que utiliza vários calibres, sendo eles .50 Action Express (.50AE), .44 Magnum, .357 Magnum, .22 Long Rifle (.22LR) esta última, de fins recreativos e desportivos. Outras pistolas utilizam referências ao nome Eagle, mas a similaridade é apenas estética. As pistolas comercializadas como Baby Eagle não são miniaturas ou versões em calibres mais leves. Trata-se de outro projeto do mesmo fabricante, a Magnum Research Inc.

Glock 

É preferida por policiais por sua confiabilidade, simplicidade, discrição e pronto-emprego. Por isso, possui grande aceitação entre forças paramilitares e policiais no mundo. No Brasil há apenas 3 modelos para o uso civil, os modelos G25, G28 e G42, todos com o calibre 380 Auto. Os modelos 9mm (exceto a G18) e .40 S&W são de uso exclusivo das forças armadas e policiais, sendo o 9mm apenas para e da Polícia Federal e forças armadas.

M4

A Colt M4A1 é uma versão atualizada da carabina M4 de 5.56x45mm NATO. Difere da M4 original, no selector de tiro, onde a opção de disparos remetentes é agora automática e na presença de uma calha RIS (Rail Interface System) no topo do corpo da arma, onde a pega que contém a mira é assente. Existem versões onde a calha RIS também está presente no guarda-mão, sendo esta versão a base para o programa SOPMOD (Special Operations Peculiar Modification), que permite ao soldado modificar o seu fuzil instantâneamente de modo a desempenhar melhor o papel desejado na missão. A Carabina M4A1 consiste de uma família de armas de fogo. Seguindo a direção contrária à sua linhagem temos versões anteriores do M16, todas baseadas no original AR-15 feitas pelo ArmaLite. Trata-se de uma versão mais curta e mais leve do fuzil de assalto M16A2, tendo 80% de suas peças em comum com a M16A2. O M4A1 tem opções de fogo, incluindo intermitente simples (de um em um disparo) ou "intermitente triplo" (de três em três disparos, como o M16A2) ou, ainda, a opção remetente (disparos contínuos) no lugar da "intermitente triplo".

Winchester

O rifle Winchester 44 é um arma de repetição fabricada pelo Winchester Repeating Arms Company, em Connecticut, e comumente foi usada nos Estados Unidos durante a última metade do Século XIX.
O rifle é popularmente chamado de "a arma que conquistou o Oeste" por sua imensa popularidade naquela época, assim como seu uso no imaginário Ocidental.
O rifle original de Winchester 44, era famoso para sua forma austera e mecanismo de acionamento por alavanca que permitia ao carabineiro produzir um certo número de tiros antes de recarregar: daí o termo, "rifle de repetição". O primeiro destes rifles, o Modelo 1866, foi apelidado "Yellow Boy" (Rapaz Amarelo) por causa de seu receptor de latão. Os Modelo 1873 foram o projeto seguinte do Winchester. O 1873 era muito mais popular que os 66 por causa da estrutura de ferro (e mais tarde, aço) que permitia tornar a pontaria central mais potente com o recentemente projetado cartucho 0.44 WCF (Winchester Center Fire, também chamado .44-40). Os 1873 frequentemente são chamados de A Arma Que Conquistou O Oeste. Em 1866 os únicos disponíveis eram os 0.44 Henry sem caçoleta. Em 1873 estavam disponíveis 0.44 WCF (.44-40), 0.38 WCF (.38-40), e 0.32 WCF (.32-20), a maioria do que era também disponível nos Colt, Remington, Smith & Wesson, Merwin & Hulbert, e outras armas. Ter um cartucho comum de pontaria central em tantas armas como rifles permitia ao proprietário carregar duas armas de fogo, usando só um tipo de munição. O original 1873 nunca mais foi oferecido no padrão militar de cartucho 0.45 da Potro; as únicas reproduções modernas são oferecidas nesse calibre. Havia um número limitado de Winchester 1873 fabricados em calibre 0.22 sem caçoleta, em que faltou o compartimento de carga no lado correto do receptor.
O Winchester continuou a dominar o mercado norte-americano de rifles durante décadas com a apresentação de modelos 1876, 1886, 1892, 1894, e 1895 (que se caracterizou por inovações no acabamento, antes que a mudassem a parte tubular).
Os rifles Winchester permaneceram bem populares nos EUA na Primeira Guerra Mundial e no período do entre guerras.
Em 1970, a companhia foi dividida em partes e encerrou suas atividades. A marca Winchester, entretanto, seria ainda empregada pela U.S. Repeating Arms.

Ak 47


AK-47, sigla da denominação russa Avtomat Kalashnikova obraztsa 1947 goda ("Arma Automática de Kalashnikov modelo de 1947"), é um fuzil de calibre 7,62 x 39 mm criado em 1947 por Mikhail Kalashnikov e produzido na União Soviética pela indústria estatal IZH.
O fuzil de assalto AK-47 (Avtomat Kalashnikova - 47, fuzil automático Kalashnikov, modelo de 1947) surgiu na União Soviética logo após o fim da Segunda Guerra Mundial inspirado no fuzil de assalto alemão Sturmgewehr 44, sendo o fuzil mais fabricado de todos os tempos. Estima-se que o número de exemplares produzidos tanto na Rússia como sob licença em países como a Bulgária, China, Hungria, Índia, Coreia do Norte, Romênia entre outros, chegue a impressionante cifra de 90 milhões. Países como a Finlândia e Israel também se basearam no projeto deste fuzil para produzirem seus modelos M62 e Galil, respectivamente. É caracterizado por sua grande rusticidade, facilidade de produção em massa, simplicidade de operação e manutenção, além de reconhecida estabilidade em baixas e altas temperaturas. Deixa a desejar nos requisitos precisão, ergonomia e peso.

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